Soube desde seus dezesseis de seus dês-sentidos: desgostosa,
dengosa, sorriso estampado no rosto de donzela. Pisca, seduzindo, desejando –
desejantes somos nós: realizar os mais simples sonhos. Insinua, mostra saia,
sai, desliza, exibe: streep, sado, sexo.
Caso esteja sendo perspicaz demais, esqueça suas asneiras,
antes que saiba se está ou estará sujo ou sóbrio, pois sua sede estraga a
ascensão ao sol.
Suave e singular soma que se acrescenta à existência com o
saber de esperar e fazer subir aos céus: azul no paraíso, pássaros sem juízo.
Simulacros sufocados pelo ser.
Ela sabe se usei algum sonho sem sabor sentindo o gosto do
meu esperma, que suga quando serve sua saliva ao nosso sexo, absorvendo o suco
sem sumo do gozo. Goza gostoso tesão, e ficamos deitados, gozados, suados...
Sumos, saliva, suor... Somos só suspiros a sós...
Se caso soe o sino, estaremos sempre sonâmbulos, zumbis sondando
a silhueta da seiva cósmica... Seja Sartre ou Jesus ou Sade, não saia sem se
assumir, sinta sua responsa. Construa e associe sua cisma e foda-se!
Razão inclusive sem inclusão: resposta frase.
Se impuser respeito, sábio saber da sapiência. Ocasiões
fossem surgir ao sistema solar. Penso pensar: existe isso disso? Possibilidade
em si mesma de ser absurda, o abstrato: sentir síndrome.
Posso censurar seu colossal silêncio, silenciosamente, só
por displicência. Parecessem vazias, suas agressividades. É o astro a desafiar
seu astral.
Segundos intensos, insônia, conseguir passagem, suicídio,
paralisar. Missa.
Solitário, na sombra, salto o som.
Saudade, nostalgia de sentar isolado, deslocado, dias,
passar meses, anos, gerações, só espiando os pássaros, supondo suposições sobre
a existência. Saúde!
SIBILANTE!!!
ResponderExcluirUm festival de consoante em “S” que, cá pra nós, é a própria serpente do paraíso, tentando a coitada da Eva. Instigante e brilhante, meu caro. Você está levando o pornô a um outro nível. (rs).
Walter Cezar