terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DANOS MORAIS

O maior dano moral está àquele que tenta ofender. Expressa o intuito de minimizar o outro, sem perceber que o ser diminuto é ele próprio: uma reles auto-ofensa.
Não aceitar homossexualidade hoje em dia já não é apenas “caretice” (no amplo sentido do termo), mas uma prova de ignorância, até mesmo crime.
Foi-se o tempo que chamar alguém de viado era sinônimo de ser fraco, desmoralizado, marginal, excluído do sistema, aberração da natureza – vai pra fogueira, queima ele, pastor! Hoje, chamar alguém de bicha – querendo menosprezá-lo – é dizer ao espelho, nossa, quanta estupidez a minha! Como sou idiota!
E quanta mesquinharia achar-se superior ao outro por pequenas diferenças. É a mania de grandeza do sujeito que não sara. Somente uma mentalidade medieval pode conceber esse moralismo esclerosado e se situar no lado do bem, com conceitos antiquados a qualquer bom senso: puro pudor puritano, falsário.
Vá pra Igreja, e continue com a alma pequena.

Amor não tem gênero.