O
maior dano moral está àquele que tenta ofender. Expressa o intuito de minimizar
o outro, sem perceber que o ser diminuto é ele próprio: uma reles auto-ofensa.
Não
aceitar homossexualidade hoje em dia já não é apenas “caretice” (no amplo
sentido do termo), mas uma prova de ignorância, até mesmo crime.
Foi-se
o tempo que chamar alguém de viado era sinônimo de ser fraco, desmoralizado,
marginal, excluído do sistema, aberração da natureza – vai pra fogueira, queima
ele, pastor! Hoje, chamar alguém de bicha – querendo menosprezá-lo – é dizer ao
espelho, nossa, quanta estupidez a minha! Como sou idiota!
E
quanta mesquinharia achar-se superior ao outro por pequenas diferenças. É a
mania de grandeza do sujeito que não sara. Somente uma mentalidade medieval pode
conceber esse moralismo esclerosado e se situar no lado do bem, com conceitos antiquados a qualquer bom senso: puro pudor
puritano, falsário.
Vá
pra Igreja, e continue com a alma pequena.
Amor
não tem gênero.
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