Espaço virtual que exibe transições do pensamento, traços artísticos e filosóficos da vida.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
continuidades sobre vontades, Schopenhauer
Viver é sofre:
A vontade é a raiz metafísica do mundo e da conduta humana; ao mesmo tempo, é a fonte de todos os sofrimentos.
Filosofia pessimista, pois a vontade é concebida como algo sem nenhuma meta ou finalidade, um querer irracional e inconsciente. Sendo um mal inerente à existência do homem; ela gera dor, necessária e inevitavelmente, aquilo que se conhece como felicidade seria apenas uma interrupção temporária de um processo de infelicidade. Para Schopenhauer, o prazer é momento fugaz de ausência de dor e não existe satisfação durável. Todo prazer é ponto de partida de novas aspirações, sempre obstadas e sempre em luta por sua realização: viver é sofrer.
A filosofia de Schopenhauer aponta alguns caminhos para a suspensão da dor: a contemplação artística desinteressada.
Na arte, a relação entre a vontade e a representação inverte-se: a inteligência deixa de ser atriz para ser espectadora. A atividade artística revelaria as ideias eternas através de diversos graus: arquitetura, escultura, pintura, poesia lírica, poesia trágica e música. A música ocupa o primeiro lugar entre todas as artes. A música poderia exprimir a Vontade em sua essência geral e indiferenciada, um meio capaz de propor a libertação do homem.
No nada, a salvação
A libertação proporcionada pela arte não é completa. A arte significa apenas um distanciamento passageiro e não a supressão da vontade. Para que atinja a libertação, é necessário que o homem ascenda ao nível da conduta ética, a qual representa uma etapa superior no processo de superação das dores do mundo.
Sua ética não se apóia em mandamentos, antes na noção de que a contemplação da verdade é o caminho de acesso ao bem.
A superação do egoísmo somente seria possível mediante o conhecimento da natureza única e universal da Vontade. Ao espírito de luta contra os semelhantes segue-se o espírito de simpatia.
O princípio fundamental de toda verdade moral: não prejudiques pessoa alguma, seja bom com todos.
A mais completa forma de salvação para o homem somente pode ser encontrada na renúncia quietista ao mundo e a todas as suas solicitações, na mortificação dos instintos, na auto-anulação da vontade e na fuga para o Nada.
Em vez desse tumulto de aspirações sem fim, em vez dessas passagens constantes do desejo ao medo, da alegria ao sofrimento, em vez dessas esperanças sempre inalcançadas e sempre renascentes, que fazem da vida humana, enquanto animada pela vontade, um sonho interrompido.
A vontade desapareceu, subsiste apenas o conhecimento.
relendo, interpretando, comentando
Schopenhauer, O mundo como vontade e representação
Considerações melancólicas e pessimistas sobre a miséria da condição humana. Estudos humanísticos, conhecimentos científicos.
Ponto de partida em Kant: estabelecer a distinção entre os fenômenos e a coisa-em-si.; entre o que nos aparece e o que existiria em si mesmo.
“por mais maciço e imenso que seja este mundo, sua existência depende, em qualquer momento, apenas de um fio único e degaldíssimo: a consciência em que aparece”.
“O mundo como representação, unicamente do ponto de vista de que o consideramos aqui, tem duas metades essenciais, necessárias e inseparáveis. Uma é o objeto; suas formas são o espaço e o tempo, donde a pluralidade. A outra metade é o sujeito; não se encontra colocada no tempo e no espaço, porque existe inteira e indivisa em todo ser que percebe: daí resulta que um só desses seres junto ao objeto completa o mundo como representação”.
Para Kant, a coisa-em-si é inacessível ao conhecimento humano. Schopenhauer, ao contrário, pretendeu abordar a própria coisa em si. Essa coisa em si, raiz metafísica de toda a realidade, seria a Vontade.
A experiência interna do indivíduo assegura-lhe mais do que simples fatos de ele ser “um objeto entre outros”. a experiência interna também revela ao indivíduo que ele é um ser que se move a si mesmo, um ser ativo cujo comportamento manifesto expressa diretamente sua vontade.
O corpo humano é apenas objetivação da vontade, tal como aparece sob condições da percepção externa. O que se quer e o que se faz são uma e a mesma coisa, vistos, porém, de perspectivas diferentes.
A vontade seria o princípio fundamental da natureza.
Uma vontade única, superior, de caráter metafísico e presente igualmente na planta que nasce e cresce, e nas complexas ações humanas.
Schopenhauer sustenta que o real é em si mesmo cego e irracional, enquanto vontade.
Adolescer
Muito estudo com as matérias? Exatas, humanas, biológicas... Tudo se confunde na magia da pluralidade, nas inter-relações e transitividades entre o céu e a terra, nas convergentes e divergentes direções e vetores transversais, que rasgam o tempo na diagonal da hipotenusa: um leão que late, são trans-intersecções... Estão certos, vocês estão mesmo no momento da dedicação aos estudos, a esse momento de avaliações... Que, na verdade, devemos todos estar sempre estudando – observando e analisando – situações, perspectivas, exemplos, teorias, possibilidades, ideias... Mais do que olhar, o mundo é daquele que tem atitude, tem-se que realizar coisas. A vida nos avalia o tempo todo, e se não estiver preparado, espere para a próxima, mas quem espera sempre cansa; aprender com o tempo, com as merdas, perdas e derrotas é uma das melhores formas de aprendizagem – para quem se reconhece no espelho. Melhor fazer acontecer. Mas saiba, são constantes os momentos de avaliações (no sentido pragmático mesmo da coisa). Após o vestibular, virá a “banca de defesa da monografia”, e, entre uma coisa e outra, estágios, amadurecimento, encontros e desencontros, paixões – quem sabe um porre e uma ressaca – e que seja eterno enquanto dure: a beleza do alvorecer. E depois outras provas e bancadas e testes sem fim: escolhas, alternativas. Aprendi e tento transmitir: foi dentro da sala de aula que brotaram os essenciais embriões para um estilo de vida: pensar. Utilizar o pensamento para criar vibrações positivas, trocando afecções com pessoas que também irão gerar positividade. Fora da sala de aula, na escola do mundo, a vida ensina: ouça o som que vem do universo – que te chama; se joga, vai fundo!
Aos caros alunos de Campos
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