quinta-feira, 27 de junho de 2013

relendo, interpretando, comentando

Schopenhauer, O mundo como vontade e representação

Considerações melancólicas e pessimistas sobre a miséria da condição humana. Estudos humanísticos, conhecimentos científicos.
Ponto de partida em Kant: estabelecer a distinção entre os fenômenos e a coisa-em-si.; entre o que nos aparece e o que existiria em si mesmo.
“por mais maciço e imenso que seja este mundo, sua existência depende, em qualquer momento, apenas de um fio único e degaldíssimo: a consciência em que aparece”.
“O mundo como representação, unicamente do ponto de vista de que o consideramos aqui, tem duas metades essenciais, necessárias e inseparáveis. Uma é o objeto; suas formas são o espaço e o tempo, donde a pluralidade. A outra metade é o sujeito; não se encontra colocada no tempo e no espaço, porque existe inteira e indivisa em todo ser que percebe: daí resulta que um só desses seres junto ao objeto completa o mundo como representação”.
Para Kant, a coisa-em-si é inacessível ao conhecimento humano. Schopenhauer, ao contrário, pretendeu abordar a própria coisa em si. Essa coisa em si, raiz metafísica de toda a realidade, seria a Vontade.
A experiência interna do indivíduo assegura-lhe mais do que simples fatos de ele ser “um objeto entre outros”. a experiência interna também revela ao indivíduo que ele é um ser que se move a si mesmo, um ser ativo cujo comportamento manifesto expressa diretamente sua vontade.
O corpo humano é apenas objetivação da vontade, tal como aparece sob condições da percepção externa. O que se quer e o que se faz são uma e a mesma coisa, vistos, porém, de perspectivas diferentes.
A vontade seria o princípio fundamental da natureza.
Uma vontade única, superior, de caráter metafísico e presente igualmente na planta que nasce e cresce, e nas complexas ações humanas.
Schopenhauer sustenta que o real é em si mesmo cego e irracional, enquanto vontade.

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