terça-feira, 18 de novembro de 2014

walking into-night

NA ASA DA ESQUINA

BEIRA DO ABISMO

ABSINTO-ME

ABSORVO

ANDO

VOO

MARIPOSA-CORVO

ALWAYS

ALL WAY-FAR WAY

FUMAÇA NA BRISA

OU

SMOKING INTO THE WATER-OCEAN




domingo, 13 de julho de 2014

MATEUS, Cap. 4, Vers. 4

“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.
                                                                          

Se for possível interpretar “Deus” como uma forma de conhecimento, uma maneira de conhecer as coisas, um meio de acessar novos mundos, de conseguir ver possibilidades de poder ser diferente, de criar encadeamentos de postura para conduzir-se na vida, a palavra, a arte – a Literatura pode (e deve) ser levada em consideração como instrumento operante para engendrar pensamento producente de positividade ao envolver o homem à cultura do viver em harmonia com o próximo, em comunidades de amizade: compartilhar o espírito de iluminações e paz. 

quarta-feira, 26 de março de 2014

POÉTICAS DA DIVERSIDADE - org. Marli F. Scarpelli e Eduardo A. Duarte, UFMG 2002

Leitura-recortes "Derivados da diferença, estenofonia", de Maurício Vasconcelos

Sobre fragmento ensaístico de Avital Ronell, indagações sobre teorias e culturas em circulação. Em movimento corpo-conhecimento. Performance, gestual, conceito e conversa, speech act, a extensão das intervenções da ensaísta.
As produções de Ronell se leem como incisões no interior de uma história não tão recente da desconstrução na América. Consolidação das vias ideológicas por onde transita toda uma série de discursos derivados. Street-talk engendrado como mapeamento do plano dos saberes, diálogo com as matrizes diferenciais de pensar, escrever, falar, ouvir. Corta a rua pluriocidental do momento, ponto convergente de culturas e conversões, múltiplo ato.
Chamado involuntário, atuação da consciência não procede como resposta a uma convocação da voz. Construção da diferença, desconstrução como história. Autoridade de uma presença súbita, não pode se sujeitar a uma vontade nem à força de uma determinação previsível. Em erupção se encontra essencialmente fora de qualquer controle, para marcar o que está fora-de-mão em relação a um planejado nós, nós mesmos.
A ressonância do martelo, a alternância do um/mesmo.
Livro como acontecimento, ruindo a superfície da região que viemos a ter como um livro.
Onde está o outro? Ou quem quer falar?
O trabalho ensaístico de Avital Ronell envolve a captura dos processos de escrita e pensamento numa rede de outras vozes, num plano de ação ou montagem tópico-conceitual em relação ao livro e à atividade analítica do pesquisador comparativista de filosofia, literatura e cultura.  Ronell e seus escritos se pautam por uma ética da decisão traçada após a chamada morte do sujeito humanista. Conceitualizando e configurando a prática diferencial, de modo não substancializado.

Buscam uma performatividade no campo disciplinar em que se movem, retraçando os ditames e os impasses da linguagem, ampliando o conceito de escrita teórica e de livro para o terreno da intervenção cultural.  

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DANOS MORAIS

O maior dano moral está àquele que tenta ofender. Expressa o intuito de minimizar o outro, sem perceber que o ser diminuto é ele próprio: uma reles auto-ofensa.
Não aceitar homossexualidade hoje em dia já não é apenas “caretice” (no amplo sentido do termo), mas uma prova de ignorância, até mesmo crime.
Foi-se o tempo que chamar alguém de viado era sinônimo de ser fraco, desmoralizado, marginal, excluído do sistema, aberração da natureza – vai pra fogueira, queima ele, pastor! Hoje, chamar alguém de bicha – querendo menosprezá-lo – é dizer ao espelho, nossa, quanta estupidez a minha! Como sou idiota!
E quanta mesquinharia achar-se superior ao outro por pequenas diferenças. É a mania de grandeza do sujeito que não sara. Somente uma mentalidade medieval pode conceber esse moralismo esclerosado e se situar no lado do bem, com conceitos antiquados a qualquer bom senso: puro pudor puritano, falsário.
Vá pra Igreja, e continue com a alma pequena.

Amor não tem gênero.