Plafhthiizchssskggfffrraaaieeshh tentativa de reprodução de uma onomatopeia para descrever o som de:
O automóvel passa por cima de matéria: ossos, carne, miolos, pele, pelo: cachorro. Vários automóveis, grandes ou menores, vão passando pela mesma via em cima da mesma coisa que foi um corpo de um ser ainda vivendo na ingenuidade da vida, feliz e sorridente, que abanava um sorriso no rabo, que completava outros por sorrirem também; que transmitia afetos de graça; que mordia para brincar; que amava por amar...
Logo, quase resíduos nenhuns sobram. Pois vão se espalhando
“A vida é um pisca-pisca”, já dizia Emília. E me recordo ainda também de ter lido em Sérgio Sant’Anna, “Conto (não conto)” (?), a ideia de que – parafraseando – o universo não para por causa da morte de um cavalo, ou seria de um macaquinho, ou de um homem, enfim, qualquer que seja, o universo só para para aquele que para de piscar (ou não, de acordo com a hipótese da crença).
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