Que nojo de eleição! Sempre muita sujeira pelas ruas, “santinhos” invadindo, sem pedir licença, a caixa do correio, a janela, a porta, o tempo todo, todo o tempo abordagens pelas ruas para ganhar um panfletinho hipócrita. Dá vontade de juntar todos e colocar embaixo do travesseiro do candidato, para que ele durma refletindo sobre a sujeira que faz. Além da poluição nas ruas, existe a pior, a poluição sonora. Na verdade não tem como classificar, julgar a menos mal, mas que é horrível sair para rua (ou mesmo dentro da sua casa!) e ouvir aqueles jingles ridículos, chupados dos grandes hits do momento... ah, isso é tortura. Músicas bregas que tocam o tempo todo nas rádios, agora em alto falantes com cantores piores e a letrinha mais medíocre. Poluição eleitoral em prol da banalização mental.
Então votaremos naquele que tem o jingle mais bonitinho, harmonioso, engraçado... ou naquele candidato que colou mais propagandas nos muros e postes e distribuiu mais santinhos... Não, aquele que apareceu na tevê com um discurso escrito por algum marqueteiro e quase decorado pelo candidato é mais importante.
É uma boa maneira de avaliar o conteúdo do partido e do candidato, afinal, para quê analisar outros aspectos como interesses sociais, visão econômica, responsabilidade ética, ideal pátrio e, principalmente, caráter; se ano que vem, a corrupção continuará nas cuecas e o fio dental da mulata continuará sambando?!
Ao invés de criarem leis para os próprios umbigos, deveriam implantar algumas que cessassem essa poluição para expandir a conscientização.
Como diria Glauco Matoso:
“MASOQUISTA
Político só quer nos ver morrendo na merda,
Ao deus-dará, sem voz, sem teto.
Divertem-se inventando outro projeto de imposto
Que lhes renda um dividendo.
São tão filhos da puta que só vendo,
Capazes de criar até decreto
Que obrigue o pobre, o cego, o analfabeto
A dar mais do que vinha recebendo.
Se a coisa continua nesse pé,
Acabo transformado no engraxate
Dum senador qualquer, dum zé mané.
Vou ser levado, a menos que me mate,
À torpe obrigação de amar chulé,
Lamber feito cachorro que não late.”
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