quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cindy, conto de COLORIDO


O Príncipe ia dar uma festa, Cindy era louca por ele. Queria por que queria, daria tudo por uma noite com o Príncipe. Mas sabia que seria impossível devido à incompatibilidade dos sexos, porque Cindy não era Cindy, era, na verdade Xandão. Cindy era o nome que fantasiava a mente de Xandão. Xandão era traveco.  
Onze horas da noite. O salão de festas da mansão do Príncipe deve estar enchendo a estas horas. “E agora? O que faço?” Se perguntava Xandão em prantos, nu à frente do espelho em seu quarto. Quinze pra meia noite, Xandão na deprê encolhido em cima da sua cama. “Eu mereço! Sei que mereço mais do que qualquer uma passar esta noite com o príncipe.” Xandão viu a lua brilhando pela janela, o céu estrelado; foi à janela e do fundo do seu coração suplicou: “Se a senhora existe, por favor, me socorra!”
O brilho hipnotizante das estrelas invadiu o quarto de Xandão e dele surgiu a Bruxa Madrinha. Linda feiticeira, lingerie branca contrastando com sua pele negra, um batom sangrento de tão rubro que era, explodiu gigante e escultural, rebolando um funk no meio do quarto, flutuante à frente de Xandão.
“Sua voz foi ouvida e seu desejo se realizará. Qual o seu desejo?”
“Quero virar Cinderela. Quero ser a mulher mais bela está noite, para o Príncipe conquistar.” 
“Seu desejo se realizará, mas se manterá por apenas doze horas. Preste atenção, o relógio já vai bater meia noite, você terá até meio dia, aí então o feitiço se acaba e você torna a ser essa coisa pobre-fedida-cheia-de-pelos.” - “Ai que nojo, Madrinha!” - “Bom pra você, minha querida?”
“Sim! Lógico! Será um sonho!”
Em meio a fogos de artifícios Xandão se transforma em Cindy, a mais bela.
“Agora vá, minha filha! Carpe Diem! E seja feliz.”
Pum, a bruxa madrinha desapareceu e Cindy foi correndo para a festa.
Cindy estava esplendorosa, se destacando entre todas no salão. Com uma taça de champanhe parou ao pé da escada. Mal o Príncipe saiu de seus aposentos, já meio grogue e entorpecido, e já avistou a linda dama. Desceu e foi direto a ela. Sem nenhuma palavra valsaram. Mudos subiram para os aposentos. Lá, gritos despedaçantes, gemidos e sussurros de prazer toda a madrugada. Alvorada chegou com o orgasmo matinal. Cindy até então ainda era virgem, há algumas onze horas e meia, agora decidiu se entregar por inteiro e o Príncipe insaciável, tarado, não perdoou o cu da bela Cinderela. Enquanto estava sendo alvejada lancinantemente por trás, viu no relógio da parede os últimos dois minutos de fantasia. Tudo ia se acabar e o príncipe ainda ia demorar a gozar. Imaginou o que aconteceria ao príncipe se de repente se encontrasse metendo num cu peludo e não mais naquela bundinha lisa e cheirosa. Achou melhor interromper e desaparecer. Num surto, Cindy se desprendeu do Príncipe e saiu correndo do quarto corredor a fora. O Príncipe ficou desentendido. Xandão foi voltando à realidade. Com o saco e o pau na mão, saiu do castelo até ganhar a rua. Chegou em casa nu.
O Príncipe não entendeu nada. Ficou desiludido, desanimado vagando pelos corredores mórbidos, voltava para o quarto, se lembrava de toda lambança que fizera a pouco com a linda ninfa. De ímpeto resolveu que a encontraria novamente. Mas como? Nem o nome dela ele sabia. A única lembrança dela que tinha clara em mente era seu lindo e belo e cheiroso e saboroso e rosado cu. Decidiu então começar procurando por ai.
O Príncipe foi com sua pesada escolta batendo de casa em casa para encontrar o cu da linda Cinderela. Chegava, invadia e mandava que todos arriassem as calças para o Príncipe. Com certeza ele reconheceria, e se excitado ficasse, não haveria dúvida, seria ela.
Depois de muitas frustrantes tentativas, tantas bundas sujas e fedidas, já desanimado, quase desistindo, foi ao último moquifo do beco sujo. Dessa vez não chegou invadindo, bateu à porta. Não atenderam. Foi entrando silenciosa e vagarosamente no moquifo. E lá estava, Xandão de ressaca, de bruços. O cu de Xandão brilhava pra lua. Antes que o príncipe reconhecesse, seu pau o entregou enrijecido. Encostou a porta e foi terminar o inacabado. Xandão acordou com a graciosa pica do príncipe, quente e dura, entrando em seu corpo. Sem querer entender, apenas gozando, deixou que o iluminado lambuzasse toda a sua bunda.  
Na noite seguinte, na mais grandiosa festa, no principal salão real, bailavam Xandão e o Príncipe, às vésperas das núpcias.

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